11 março 2010
Caminhando rumo ao Congresso!
Porque não caminhamos sozinhos!
Porque são muitos os laços que nos unem!
Porque existe algo forte a que nos sentimos chamados!
Porque é bom partilhar sorrisos!
Porque é fazendo-nos ao largo que percorremos o Caminho!
Porque o queremos fazer como Jovens que somos!
Porque queremos ser empenhados na nossa entrega a Jesus!
Convido-vos a irem ao blog Semente Franciscana.
Vejam o último post e, já agora, porque não passar a segui-lo com um olhar atento? =)
http://sementefranciscana.blogspot.com/2010/03/o-grupo-de-jovens-de-carnide-caminho.html
Estamos a caminho!
Paz e Bem!
10 março 2010
Conto de Bruno Ferreno para leitura
E Jesus contou-lhe uma parábola.
Um grupo de homens fez uma viagem e, no fim do dia, juntaram-se para passar a noite. Quando a noite chegou fizeram uma pilha de lenha e atearam-lhe fogo. Ficaram todos juntos, encostados uns aos outros, à luz e ao calor das chamas. Mas um deles, a certa altura, não quis ficar com os outros e foi-se embora sozinho. Pegou num tição aceso e levantou-se, indo-se sentar longe dos outros. Durante uns instantes, o seu pedaço de lenha dava luz e aquecia, mas durou pouco tempo. Em pouco tempo foi engolido pela escuridão e pelo frio. Depois de pensar melhor e de se fartar do escuro gélido da noite, levantou-se, pegou no seu pedaço de lenha apagado e pô-lo de novo na fogueira dos seus amigos. O pedaço de lenha reacendeu-se imediatamente. O Homem percebeu, sentou-se de novo, no meio dos outros.
E Jesus acrescentou: “Quem quer estar comigo, fica perto do fogo, junto dos meus amigos, porque Eu vim trazer o fogo à terra. Mas não o fogo do individualismo, antes pelo contrário, o fogo da comunhão”.
Perguntas de reflexão:
- É possível vivermos como cristãos “isolados”, sem nos reunirmos?
- No nosso grupo, na nossa comunidade cristã, em que é que mais se nota o individualismo?
- Como avaliar o nosso grupo a partir desta oração: “Como este pão partido estava antes espalhado por aqui e por ali nos campos e, recolhido, se tornou uma coisa só, assim se junta a Tua Igreja desde as extremidades da terra no Teu Reino”.
- E como avaliar as nossas famílias nesse mesmo sentido?
03 março 2010
Fomos visitados pela COC da JuFra!
Aproveitámos para nos dar a conhecer melhor uns aos outros e foram-nos lançados vários desafios que queremos aceitar como jovens franciscanos que somos também!
Há uma alegria, simplicidade e entrega na vida de São Francisco que nos toca profundamente a todos e que faz parte das nossas raízes.
Foi uma noite de partilha, oração e de muitos sorrisos!
Conseguimos viver momentos muito especiais na unidade que Ele nos dá.
Deixo a apresentação que o pessoal jovem fez para nos apresentarmos! =)








Quanta felicidade foi também para nós também poder abraçar a Irmã que nos chegou no Céu no seu dia de anos.É bom saber que Carnide vos deixa uma marca especial!
Obrigado!
Paz e Bem a todos!
19 fevereiro 2010
Um de cada vez
Nesta semana que passou, estivemos a reflectir sobre a nossa missão de Cristãos!
Na missão concreta de cada um de nós e do nosso Grupo que se integrada na realidade universal da Igreja.
Fica um dos textinhos que usámos para nos orientar:
"Precisamos de dilatar o coração segundo a dimensão do Coração de Jesus. É um grande trabalho! Mas é a única coisa a fazer. Se fizermos isto, está tudo feito.
Trata-se de amar cada pessoa que passa ao nosso lado como Deus a ama. E, como estamos no tempo, amemos o próximo um de cada vez, sem conservar no coração resíduos de afecto pelo irmão que encontrámos no minuto anterior. De facto, é sempre o mesmo Jesus que amamos em todos.
Tal como é suficiente uma hóstia santa, dos milhões de hóstias que há na Terra, para nos alimentarmos de Deus, da mesma forma basta um irmão – aquela pessoa que a vontade de Deus põe ao nosso lado – para nos pôr em comunhão com a Humanidade, que é Jesus místico.
Saibamos então dilatar o nosso coração ao Amor e com Amor! =)
15 fevereiro 2010
A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo
No último encontro estivemos a reflectir sobre a mensagem que o Papa Bento XVI nos deixou para esta Quaresma. Dividimo-nos em grupos de trabalho e chegámos a algumas conclusões que são importantes reter.
Justiça: “dare cuique suum”
O Santo Padre começa por dar-nos uma definição da palavra “justiça”. Segundo Ulpiano, jurista romana do século III, ser justo, impleca “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”. Porém, aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado á sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o que lhe é devido.
De onde vem a injustiça?
O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Muitas das ideologias modernas partem do presuposto que a injustiça vem “de fora” e que para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua actuação. Mas Jesus diz-nos que a injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. O homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o leva a afirmar-se acima e contra os outros. Substituí-se á lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição, experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza. Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?
Justiça e Sedaqah
No coração da sabedoria de Israel encontramos um laço profundo entre fé em Deus e justiça em relação ao próximo. Em hebraico a palavra sedaqah (virtude da justiça) exprime-o bem. Significa, dum lado a aceitação plena da vontade do Deus de Israel; do outro, equidade em relação ao próximo, de maneira especial ao pobre, ao estrangeiro, ao órfão e á viúva. Mas os dois significados estão ligados, porque o dar ao pobre, nada mais é senão a retribuição que se deve a Deus, que teve piedade da miséria do seu povo. Aescuta da Lei , pressupõe a fé no Deus que está atento ao grito do pobre e em resposta pede para ser ouvido. Para entrar na justiça é portanto necessário sair da ilusão de auto–suficiência, do estado profundo de fecho, que á a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, não consegue realizar. Existe portanto para o homem esperança de justiça?
Cristo, justiça de Deus
A justiça de Cristo é antes de mais a justiça que vem da graça. A justiça divina, manifesta-se muito para além da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho um preço verdadeiramente exorbitante para nos dar a Salvação.
Compreende-se então como a fé não é um facto natural, cómodo, óbvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitencia e da Eucaristia. Graças à acção de Cristo, nós podemos entrar na justiça “maior”, que é aquela do amor, a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.
Que consigamos todos nós construir então um mundo mais justo. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça.
Desejamos a todos uma boa caminhada nesta quaresma!
(Podem consultar a mensagem integral de Sua Santidade o Papa em http://www.jornalw.org/index.