15 fevereiro 2010

A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo


No último encontro estivemos a reflectir sobre a mensagem que o Papa Bento XVI nos deixou para esta Quaresma. Dividimo-nos em grupos de trabalho e chegámos a algumas conclusões que são importantes reter.


Justiça: “dare cuique suum”

O Santo Padre começa por dar-nos uma definição da palavra “justiça”. Segundo Ulpiano, jurista romana do século III, ser justo, impleca “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”. Porém, aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado á sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o que lhe é devido.


De onde vem a injustiça?

O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Muitas das ideologias modernas partem do presuposto que a injustiça vem “de fora” e que para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua actuação. Mas Jesus diz-nos que a injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. O homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o leva a afirmar-se acima e contra os outros. Substituí-se á lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição, experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza. Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?


Justiça e Sedaqah

No coração da sabedoria de Israel encontramos um laço profundo entre fé em Deus e justiça em relação ao próximo. Em hebraico a palavra sedaqah (virtude da justiça) exprime-o bem. Significa, dum lado a aceitação plena da vontade do Deus de Israel; do outro, equidade em relação ao próximo, de maneira especial ao pobre, ao estrangeiro, ao órfão e á viúva. Mas os dois significados estão ligados, porque o dar ao pobre, nada mais é senão a retribuição que se deve a Deus, que teve piedade da miséria do seu povo. Aescuta da Lei , pressupõe a fé no Deus que está atento ao grito do pobre e em resposta pede para ser ouvido. Para entrar na justiça é portanto necessário sair da ilusão de auto–suficiência, do estado profundo de fecho, que á a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, não consegue realizar. Existe portanto para o homem esperança de justiça?


Cristo, justiça de Deus

A justiça de Cristo é antes de mais a justiça que vem da graça. A justiça divina, manifesta-se muito para além da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho um preço verdadeiramente exorbitante para nos dar a Salvação.

Compreende-se então como a fé não é um facto natural, cómodo, óbvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitencia e da Eucaristia. Graças à acção de Cristo, nós podemos entrar na justiça “maior”, que é aquela do amor, a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar. Precisamente fortalecido por esta experiência, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor.


Que consigamos todos nós construir então um mundo mais justo. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça.

Desejamos a todos uma boa caminhada nesta quaresma!

(Podem consultar a mensagem integral de Sua Santidade o Papa em http://www.jornalw.org/index.php?cont_=ver2&id=888&tem=62&lang=pt)


06 fevereiro 2010

Oração Vicarial

Ontem, dia 5, aceitámos o desafio e comparecemos no Jerónimos a mais uma oração da nossa Vigararia III.
No contexto do presente Ano Sacerdotal, rezámos juntos pelas novas vocações.

Deixo uma das bonitas músicas que se cantaram.
Afinal de contas, dizem que cantar é rezar duas vezes!

"Se a tua voz trouxer mil vozes para cantar,
Vais descobrir mil harmonias belas
Que ao céu hão-de chegar.
Fica mais rica a alma de quem dá,
Chega mais alto o hino
De quem vive a partilhar.

Tu tens de dar um pouco mais do que tens,
Tens que deixar um pouco mais do que há,
Se vais ficar muito orgulhoso vê bem,
Tens que te lembrar.
És um grãozinho de uma praia maior,
E deves dar tudo o que tens de melhor,
Para avaliar a tua alma há leis,
Tu tens que dar um pouco mais do que tens.

Olhou p'ro céu, sentiu que a sorte estava ali,
E com calor, foi conseguindo tornar bom
O que até era mau.
E grão a grão construir o seu poder,
E pouco a pouco subiu a escadaria do amor

O tempo vai e de um rapaz um homem vem,
Sem medo vê,
Porque o destino vai em frente p'ra servir o bem,
É tão profunda a mensagem que chegou,
São tão seguras e largas
As pontes que ele deixou."

04 fevereiro 2010

Família, um lugar de Paz

Pais, filhos e irmãos desfrutam e suportam-se uns aos outros.
Isso recorda-nos o 4º mandamento: “honrar pai e mãe”.
Este mandamento é baseado neste amor natural entre pais e filhos que Deus colocou no coração humano. Embora se dirija aos filhos e não aos pais, a Igreja diz-nos que este implica responsabilidades morais nos dois sentidos.
Os filhos devem aos pais o seu respeito, gratidão, obediência e assistência.
Os pais devem aos filhos a sua responsabilidade, protecção e segurança espiritual.

Os nossos pais são humanos: podem fazer coisas maravilhosas por nós, mas podem também cometer erros. Para cada um de nós, a experiência com os pais é única. Saber que esta relação tem altos e baixos, vai-se reflectir em tudo aquilo a que temos de estar gratos.

E tu, o que é que poderás fazer, num futuro próximo, para expressar a tua gratidão e amor pelos teus pais?

18 janeiro 2010

Ser líder cristão!

Devemos ter os olhos e o coração abertos para reconhecer onde podemos ajudar. Devemos saber que não podemos mudar tudo, mas podemos rezar por qualquer pessoa e por qualquer situação. A oração ajuda-nos a reconhecer como é que podemos usar os nossos dons para fazermos a diferença. É que cada um faz a diferença à sua maneira, usando os dons que tem. Liderança significa portanto responder…

Se realmente queres seguir o exemplo de Jesus, tens de usar os dons e talentos que Deus te Deu. Se fores perseverante, encontrarás algo em que realmente acreditas e dedicarás o teu tempo a isso. Cada um de nós serve de maneira diferente, dependendo da situação e dos dons que tem. Somos chamados a servir os outros através de palavras, acções, decisões e fé.

25 dezembro 2009

Jantar de Natal

Mais um grande jantar de Natal do nosso grupo de jovens.



No inicio, sempre com a tradicional Eucaristia.
De seguida, ruma-mos ao centro paroquial para dar inicio ao jantar.
Depois de muito esperarmos pelo Alex (na altura em que já estava tudo cheio de fome), eis que ele chega e atacamos a paparoca.





Rezámos...


Jantámos...












Brincámos, falámos, divertimo-nos...




Cantámos...









e fizemos a nossa (GRANDE) troca de prendas...




(e agora olhem para o Tiago como se fosse o Miguel :D )




(a surpresa)



Foi mais um dos muitos jantares que ainda temos pela frente, festejando também em conjunto com os que não puderam estar presentes.





A Sua vinda é motivo de alegria para nós :D





FELIZ NATAL!

14 dezembro 2009

A vida humana é Sagrada

No último encontro de Grupo estivemos a falar de questões muito delicadas como a pena de morte, o suicídio, o aborto, a eutanásia e a guerra.
Apercebemos-nos, rezando, que todas elas estão interligadas. Em Portugal, a recusa à pena de morte é quase consensual, no entanto, esse amor à vida e à dignidade humana que nos leva a recusar a pena de morte, não se estende tantas vezes a outros campos.
A nossa sociedade tem tantas vezes uma atitude de "quero, posso e mando" sobre as questões da vida. Conseguiremos nós compreende-las em profundidade?
Um dos grandes valores da Igreja Católica nestas questões é a solidez e consciência da posição que defende. Como na questão da pena de morte, nunca devemos julgar quem merece viver ou morrer. Só Deus tem a Sabedoria, o poder, e a visão do coração de cada ser humano para poder fazer isso.
A dignidade não é baseada naquilo que nós fazemos ou deixamos de fazer, naquilo que merecemos ou não. É baseada num único factor: todos nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus. É a ética da vida consciente.
Há muitos problemas na nossa sociedade que levam a uma aceitação banalizada destas questões e que não podem de facto ser ignorados, mas há coisas, como a vida, que não nascem das leis da sociedade...

09 dezembro 2009

A preparar o Natal! =)

E juntámo-nos desta vez para colorir sonhos! =)









Podemos ser nós o berço pobre em que o Menino nasceu! =)

01 dezembro 2009

A nossa Identidade!

Sexta-feira reunimo-nos com Jesus para mais um momento de oração em que reflectimos sobre a nossa identidade. A proposta foi-nos laçada pelos nossos irmãos da Juventude Franciscana como forma de nos prepararmos para um outro encontro em que nos voltaremos todos a juntar.

Uma coisa é certa. Para além de todas as correrias e máscaras, para além dos medos e das incertezas, encontramos a nossa identidade quando buscamos Deus! Quando nos entregamos ao nosso próximo por amor.

Reflectimos sobre diversas questões:

– Reconheço que Deus me criou por amor?
– Qual o significado que o amor de Deus tem para mim?
– Reconheço a sua bondade em mim e em todas as coisas criadas?

- Reconheço na natureza a bondade de Deus?
- Que imagem tenho de mim mesmo?
- Quais as qualidades que possuo?
- Que imagem quero projectar junto dos meus irmãos?
– Acredito que Deus me ama assim como sou, e quer precisar de mim?

- Que sentimentos habitam normalmente em mim?
- Como olho para o meu corpo? Para a minha história? Para o meu futuro?
- Por onde passa o meu projecto de vida?
- Que consciência tenho da minha identidade?
- Procuro olhar os outros a partir da bondade?

Inspirados por alguns textos que escolhemos para nos ajudarem a reflectir, unimo-nos pelas nossas partilhas e reflexões que foram tão ricas e completas.
Saímos todos com o coração cheio e cientes de que tantos desafios que enfrentamos, mas também é tanto o amor de Deus por nós. Ousemos reflecti-lo nas nossas vidas! =)

“A juventude é a idade das escolhas e opções. Ser livre significa eleger/escolher bem… Numa época de obscuridades/escuridões/sombras como a nossa é mais fácil que os jovens, no se caminho de crescimento, encontrarem-se, ainda que nem sempre de maneira dramética, com a experiência de angústia e com o fantasma de uma imagem de si mesmos que não corresponde com a realidade.
A angústia é a possibilidade de que tudo acabe em nada. É como se um jovem dissesse: «posso fazer muitas coisas, mas, provavelmente não consigo nada». Na realidade, superar a angústia significa redescobrir a magnitude/grandeza do homem e de suas possibilidades, significa afastar o fantasma narcisista e irreal da própria imagem para decidir-se finalmente a assumir as próprias responsabilidades mediante eleições/escolhas/opções concretas e duradoiras.”

(Severino Pagani, Acompañar espiritualmente a los jóvenes, editora San Pablo, pag.65)

A todos vocês, Paz e Bem! =)

25 novembro 2009

Desperta-nos, Senhor!

No nosso último encontro de Grupo de Jovens reflectimos sobre...

Ter ou não ter... eis a questão!

Analisando as nossas próprias experiências de consumo e a maneira como vivemos o verbo TER, quisemos e propusemo-nos SER!

Reflectimos que este SER tem sentido na nossa relação com o próximo e na nossa caminhada de Amor. Porque não serve querer SER se não ligarmos aos SERes que nos rodeiam e que fazem parte das nossas relações. Seria como Amar o Pai sem querer viver a Sua vontade; seria contraditório!

Desperta, Senhor, os nossos corações:

"Os objectos são importantes, não há dúvida. É natural o desejo de termos coisas que nos dão segurança, estatuto. O problema começa quando deixamos de ser donos dos objectos para sermos seus escravos. Quando o nosso coração fica agarrado às coisas, não vamos conseguir ser felizes." (GPS)

Desperta, Senhor, o nosso silêncio vazio:

"Viver na lógica do consumismo quer dizer viver sem projecto e sem valores; limitando-se a orientar a vida de acordo com as ofertas de consumo que nos fazem. De algum modo, são as coisas que nos têm a nós e não o contrário." (GPS)

E tu, já pensaste com quem discutes os teus problemas do querer TER? Tens as coisas que necessitas? Tens mais ou menos do que as necessárias? Como seria a tua vida sem o teu telemóvel, sem carro, sem internet? Conheces alguma pessoa que para ti seja exemplar na sua relação com a necessidade de TER?

Saibamos então dar graças pelo que temos e torna-lo útil e rentável para os outros, e saibamos viver desapegados às coisas materiais. Para que o nosso SER se possa cumprir no encontro com Deus Pai.

Não tenhas medo de te deixar sentir. Ele dá-te a mão através de tantos rostos!
Basta que tenhas coragem de o deixar. A Sua proposta para ti começa pela tua busca interior daquilo que Ele te colocou no coração! =)

Desperta, Senhor, o nosso desejo de Ti!

19 novembro 2009

Um Só Senhor - Foto-reportagem

Aqui ficam algumas das fotografias para mais tarde relembrar e também um obrigado ao nosso amigo João pelo convite! Agradecemos juntos a Deus o dom da tua voz! =)









Um Só Senhor!

Meus amigos!

Na sexta passada o nosso encontro teve moldes diferentes e levou-nos a ouvir boa música cristã!
No Colégio Salesiano no Estoril, foi lançado o CD "Um Só Senhor" do Pe. Tarcízio Morais.
Em formato livro-cd, são-nos apresentadas 14 grandes canções para celebrar a alegria de ser cristão!

Conforme nos explica o Pe. Tarcízio, "Um só Senhor", é a expressão que S. Paulo usa para dizer que só Cristo merece a nossa confiança. E é nesta experiência que reside a nossa alegria.
As músicas levam-nos as palavras das primeiras gerações de cristãos.
A sua experiência e exemplo de vida são uma ajuda para sermos fiéis ao convite que Jesus nos lança: vem e segue-Me!

Em geral, as 14 canções sublinham as seguintes ideias fundamentais retiradas dos textos do Novo Testamento (Cartas de S. Paulo e Actos dos Apóstolos):

* Somos filhos amados por um Deus infinitamente terno;
* Com a força de Jesus conseguimos mudar a nossa vida;
* A presença do amor generoso de Deus na Eucaristia;
* Reconhecer Jesus Cristo como único Senhor leva-nos ao encontro do outro.

O livro apresenta para cada tema, a letra, uma meditação, uma proposta de trabalho de grupo e dois esquemas de oração (grupo e pessoal).

Para além de tudo isto, tivemos o privilégio de ver em palco a cantar muitos jovens com uma excelente voz, e revimos amigos que partilham connosco a sua forma sensível de ver e sentir Deus.

Podem ouvir um pouco de 4 das músicas em:

http://www.edisal.salesianos.pt/j155/index.php?page=shop.product_details&category_id=63&flypage=flypage-ask.tpl&product_id=16896&option=com_virtuemart&Itemid=26&vmcchk=1&Itemid=26

Que estas iniciativas continuem a ajudar muitos jovens a sentirem Jesus próximo das suas vidas! =)

09 novembro 2009

O que é preciso para ser feliz?

Existem hoje na nossa sociedade diversas máximas que nos propõem para conseguirmos a felicidade. Muitas chegam-nos através da publicidade. O que será que realmente nos completa e faz felizes? Será o que nos centra em nós mesmos ou aquilo que nos liberta e nos faz entregar aos outros? Quais serão aquelas coisas que a nossa sociedade enraíza em nós e que já nem reparamos que repetimos vezes sem conta, apesar de nos afastarem dos ideais em que acreditamos? Fica a pergunta para que possam reflectir um pouco! =)